Quais dentes caem primeiro? Entenda a cronologia de trocas dentárias nas crianças

Quais dentes caem primeiro? Entenda a cronologia de trocas dentárias nas crianças

Quais dentes caem primeiro? Entenda a cronologia de trocas dentárias nas crianças

A janelinha no sorriso de uma criança é um marco inesquecível e um sinal claro de que ela está crescendo. Mas, para muitos pais, esse processo natural de troca dos dentes de leite pelos permanentes pode trazer uma série de dúvidas e até um pouco de ansiedade. 

Será que está demorando muito? É normal o dente novo nascer torto? E, principalmente, quais dentes caem primeiro?

Entender a cronologia e as particularidades dessa fase é fundamental para garantir a saúde bucal do seu filho e para que vocês passem por essa transição com tranquilidade. Na Thiesen Odontologia, acreditamos que a informação é a melhor ferramenta para o cuidado. Por isso, preparamos este guia completo para explicar tudo sobre a ordem de troca dos dentes.

A cronologia da troca: afinal, quais dentes caem primeiro?

A troca dos dentes, também conhecida como dentadura mista, geralmente começa por volta dos seis anos de idade, mas pode variar um pouco de criança para criança, começando aos cinco ou se estendendo até os sete anos. Esse processo costuma durar até os 12 ou 13 anos, quando a dentição permanente se completa.

Mas afinal, quais dentes caem na fase inicial? A ordem da queda geralmente segue a mesma sequência em que os dentes de leite nasceram. A regra é simples: os primeiros que chegam são os primeiros que partem.

A sequência mais comum é a seguinte:

  1. Incisivos centrais inferiores: sim, aqueles dois dentinhos de baixo bem na frente do sorriso. Eles são quase sempre os primeiros a ficar moles e a cair, por volta dos 6 a 7 anos.
  2. Incisivos centrais e laterais superiores: pouco tempo depois, a “turma da frente” de cima também entra na dança, junto com os seus vizinhos laterais.
  3. Incisivos laterais inferiores: em seguida, os dentes ao lado dos centrais de baixo se despedem.
  4. Primeiros molares: por volta dos 9 a 11 anos, os primeiros molares, que ficam mais no fundo da boca, começam a amolecer para dar lugar aos pré-molares.
  5. Caninos e segundos molares: por fim, entre os 10 e 12 anos, os caninos (as “presas”) e os segundos molares são substituídos, completando o ciclo.

Saber quais dentes de leite caem, e em que ordem, ajuda os pais a monitorar se o desenvolvimento está ocorrendo dentro do esperado.

Devemos lembrar ainda que, apesar de não ter dente de leite nenhum caindo na região posterior das arcadas por volta dos 6-7 anos de idade, surge um dente permanente na região posterior: o primeiro molar permanente, que nasce tanto na arcada inferior como superior por volta dos 7 anos, em ambos os lados. Ele nasce sem nenhum dente de leite cair na região, e por isso muitos pais se confundem como sendo esse um dente de leite!

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Sinais e sintomas: o que esperar durante a troca?

Quando um dente de leite está pronto para cair, o dente permanente que está por baixo começa a reabsorver a sua raiz, fazendo com que ele amoleça. Além do dente mole, é comum observar:

  • Leve desconforto ou coceira na gengiva: a criança pode sentir vontade de coçar a área com a língua.
  • Gengiva um pouco inchada ou avermelhada: isso acontece devido ao processo de erupção do novo dente.
  • Irritabilidade e salivação: alguns pequenos podem ficar um pouco mais manhosos ou salivar mais que o normal.

Geralmente, após a queda do dente de leite, o dente permanente leva de um a três meses para aparecer completamente.

Quando procurar um odontopediatra? Sinais de alerta

Embora a troca seja um processo natural, algumas situações exigem a avaliação de um especialista. Fique atento se você notar:

  • Atraso significativo: se a criança completou 8 anos e nenhum dente de leite caiu.
  • “Dente de tubarão”: quando o dente permanente nasce por trás do dente de leite, antes que este tenha caído. Isso é comum nos incisivos inferiores e muitas vezes se resolve sozinho, mas sempre precisa de avaliação profissional.
  • Perda precoce: se um dente de leite cai muito antes do tempo, seja por cárie ou trauma. Isso pode gerar a perda de espaço para o dente permanente, exigindo o uso de um aparelho chamado mantenedor de espaço.
  • Demora para o dente permanente nascer: se passarem mais de seis meses da queda do dente de leite e o permanente não der sinal de vida.
  • Dor intensa ou infecção: inchaço excessivo, presença de pus ou febre não são normais e indicam a necessidade de uma consulta urgente.

Entender quais dentes caem é o primeiro passo, mas estar atento a esses sinais é crucial para a saúde bucal a longo prazo.

Leia também: 5 dicas para ensinar e incentivar a escovação dental infantil

Fomos mencionados no artigo: “11+ Atividades Divertidas sobre Higiene Bucal para Educação Infantil” publicado no site da plataforma educacional Twinkl. Do site do editor, você também pode baixar gratuitamente um pacote de recursos educacionais sobre higiene bucal.

Tranquilizando os pais sobre a “fase do patinho feio”

Nesse período de transição, é comum que o sorriso da criança pareça um pouco desarmônico. Dentes permanentes, que são maiores e mais amarelados que os de leite, nascem ao lado de dentes decíduos menores e mais brancos, criando um contraste. Espaços vazios também são a norma.

Essa é a chamada “fase do patinho feio”, e ela é absolutamente normal e temporária. À medida que os dentes permanentes vão ocupando seus lugares, o sorriso se acomoda e se harmoniza. Saber disso ajuda a diminuir a preocupação com a estética nessa fase.

O acompanhamento com um odontopediatra é o que garante que o processo de saber quais dentes caem e como eles são substituídos ocorra da melhor forma possível, prevenindo problemas futuros e garantindo que seu filho mantenha o sorriso saudável em todas as fases da vida.

Agora que você já sabe a ordem da troca dos dentes, aprofunde seus conhecimentos. Confira o nosso Minicurso Online e Gratuito “Como Cuidar dos Dentes do Seu Filho” e aprenda com nossos especialistas dicas práticas para o dia a dia.

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Responsável técnico pelo artigo: Guilherme Thiesen CRO-SC 6117, Pós-Doutor em Ortodontia, certificado pelo Board Brasileiro de Ortodontia – BBO e palestrante internacional Invisalign.